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Estrela Poesia

A vida se faz caminhando,cada dia cada hora é único,mas sempre de mão dada com o amor

Estrela Poesia

A vida se faz caminhando,cada dia cada hora é único,mas sempre de mão dada com o amor

Mulher

Nas teclas do piano, toquei para ti

Poemas que escrevi e senti.

Eram canções de amor, que te dei

 

Foste a mulher, que tive em meus braços

Aquela que beijei e amei…

Hoje debruçado em meu piano

Penso e choro, Estás parado e com pó

 

Tento tocar, mas não consigo e…

Tuas teclas estão tristes

Pois tu partiste eu aqui.

O coração sangrando.

 

As melodias que meus dedos tocaram

Hoje não soam a nada, só tristeza

Minhas mãos estão mortas,sem firmeza.

 Estou velho,enrugado e cansado

estrelapoesia/lisa

Poema de Pessoa

Para si amiga


Ah, A esta alma que não arde
Não envolve, porque ama,
A esperança, ainda que vã,
O esquecimento que vive
Entre o orvalho da tarde
E o orvalho da manha
(Fernando Pessoa)


um beijo cinda

Este pequeno poema me foi oferecido num comentário da minha amiga Cindamoledo"aqui fica o carinho e amizade neste cantinho que muito gosto pois se de poesia se trata.

estrelapoesia

 

 

Hoje de Manhã saí muito cedo

Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...
Não sabia que caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.
Assim tem sido sempre a minha vida, e
Assim quero que possa ser sempre --
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar.

Este poema me foi enviado num comentário pela amiga Manuela Cardoso

Santo António Lisboa

Santo António de Lisboa

Tens tascas, vinho e balões

Navegas em canoas do Tejo

E amarras corações

 

 

Santo António vem dançar

És Alfama e Madragoa

Sois varina e marinheiro

Numa rua de Lisboa

 

estrelapoesia/lisa

A Prumo

A prumo se erguem os lírios

A prumo se erguem as espigas

A prumo se erguem os livros

Postos nas estantes em filas.

A prumo se erguem as espinhas

Vertebrais dos homens dignos

Armindo Rodrigues

Amor É Fogo Que Arde

Amor é fogo que arde sem se ver
 
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
 
É um não querer mais que bem-querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
 
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
 
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
 Luís Vaz De Camões

Frase

Cada homem é um mundo.

Por isso mesmo,cada homem que se sabe contar é um livro nunca igual a outro livro. O pincípio da originalidade está no partido que se tira de tal circunstância.

Aquilino Ribeiro

O Sonho

Festa doada,o sonho em que me enlaço,

Acorda sobressaltos no meu peito,

Libertando-me dum insatisfeito,

Dolorido e mórbido cansaço.

Nos seus braços de espuma é que eu embalo

Os meus loucos anseios de infinito...

A inquietação em que me agito,

Nas suas mãos de afago esqueço e calo.

Oiço cantar na sua voz de esperança

Um vago de promessa que se alcança.

Um fulgor de ventura apetecida...

No sonho aceso espero alvoraçada,

A alegria de ver iluminada

Por milagre de Deus,a minha vida

Soledade Summavielle

Tristeza

Desesperadamente o vento a galopar

Pelo espaço, embaciado e negro de nebrinas,

Semelha o reboliço enorme de algum mar

Correndo pelo céu sacudir as crinas….

 

 

Também neste meu peito eu sinto fundamente

Atravessar a dor agudíssima e grande

Gemendo os sons da raiva ensanguentada e quente…

Até que meu amor de mim para fora a mande

 

  

Joaõ crisostomo

De Tarde

Naquele «pic-nic» de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão de ló molhado em malvasia.

 

Mas, todo púrpuro, a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas  

 

Cesário Verde